Business Model Canvas: entenda a ferramenta que ajuda a estruturar o seu negócio

Para fazer com que a empresa aumente o volume dos negócios e adquira um ritmo de crescimento sustentável e seguro, é preciso que se tenha um bom nível de amadurecimento da gestão.

Uma das ferramentas mais utilizadas hoje em dia para atingir este tipo de patamar é o Business Model Canvas. Ele oferece uma estruturação sólida e consistente a um modelo de negócio, fazendo com que cada aspecto da empresa esteja em harmonia com os demais.

Se você ainda não conhece bem essa ferramenta ou se tem dúvidas de como ela funciona, é hora de alguns esclarecimentos.

O que é e para que serve o Business Model Canvas

Até alguns anos atrás, o modelo comercial de uma organização era normalmente estruturado por meio de um plano de negócios tradicional. Este tipo de documento era um estudo muito detalhado a respeito de todos os aspectos da empreitada.

Normalmente, ele era criado para facilitar a viabilidade de uma ideia. Considerava suas fragilidades, a oportunidade de mercado, investimentos e uma série de variáveis, demandando muitas horas de investigação. Por mais que fosse útil, ele era também muito moroso de ser feito.

Sendo assim, uma de suas piores desvantagens era o tempo e um pouco de falta de integração entre os assuntos que abordava. Isso fazia com que muitos gestores e líderes, mesmo usando esse tipo de modelo para iniciar um negócio, o deixassem de lado depois de a empresa começar a funcionar.

Para conseguir uma estrutura mais simples de ser elaborada, mas igualmente muito preocupada com a consistência e integração das áreas de maneira que todo o modelo estivesse em equilíbrio, o Business Model Canvas, também chamado somente de Canvas, veio para tornar tudo mais prático e fácil.

A ideia principal do Canvas é, usando somente uma tela, sintetizar todo o negócio de maneira que seja possível enxergar os pontos mais importantes. Assim, além de se ganhar tempo e agilidade na hora de desenvolver uma ideia, torna-se também extremamente mais fácil conseguir manter o modelo atualizado.

Com a adoção do Canvas, os conceitos que ganham mais evidência são os de flexibilidade e inovação. Oferecendo a chance de o gestor fazer testes e buscar opções diferentes de ajustar o seu modelo comercial de maneira bastante prática, a ferramenta estimula o raciocínio ao mesmo tempo em que permite a experimentação.

Sendo possível a aplicação do Canvas a qualquer tipo de mercado ou formato de empresa, ele é hoje uma referência no que diz respeito à criação e manutenção de negócios, adotado desde os empreendimentos mais modestos até a algumas gigantes do mercado.

Como é composto o Business Model Canvas

Para tornar tudo isso possível e sem grandes complicações, o Canvas utiliza uma organização visual que dispõe todas as áreas do negócio de uma só vez, mas sem deixar de lado a preocupação em manter um layout que também ajude no entendimento de cada uma delas e como se relacionam.

De maneira resumida e bastante objetiva, veremos agora quais são essas áreas e como elas devem ser utilizadas para a elaboração de um modelo de negócios.

1. Segmento de clientes

Devem ser identificados os tipos de clientes que o negócio busca atender. É importante separar bem cada perfil, para que as demais áreas sejam completadas sem deixar ninguém que faça parte do seu público consumidor de lado.

Ficam listados, por exemplo, clientes que compram em lojas físicas e pela internet (se for o caso), dentre outros. Se uma empresa possui mais de um tipo de consumidor, é nessa parte que eles devem ser elencados.

2. Proposta de valor

De extrema importância, é preciso identificar o que o negócio entrega aos seus clientes; mas cuidado para não pensar somente nos produtos ou serviços. É preciso que se mostre o benefício.

Uma empresa precisa resolver um problema ou criar uma facilidade, e é esse tipo de valor que deve ser incluído nessa área.

3. Canais

Aqui são listadas as formas de fazer contato com o público. Podem ser as que atualmente já existem e também aquelas que se pensa em lançar no futuro.

É importante que se entenda como o cliente perceberá a sua empresa, tanto pelas opções de contato como pela forma da comunicação.

4. Relacionamento com clientes

Qual é o vínculo que o seu negócio tem ou precisa ter com o seu público? Reflita sobre isso e pense se o melhor é ter um contato mais estreito e cotidiano ou se é o caso, por exemplo, de buscar uma relação mais pontual.

Essa estratégia é fundamental para determinar seu plano de comunicação e a rotina de lançamento de novidades.

5. Modelo de receita

Nesse campo, vão os valores que o cliente terá de pagar para receber a proposta de valor ofertada pela sua empresa.

Identifique, além dos principais números, a forma com que eles farão o pagamento. Isso pode influenciar na sua comunicação e também na gestão financeira.

6. Principais recursos

Para fazer corretamente a sua entrega de valor, você vai precisar lançar mão de alguns recursos. Eles podem ser máquinas, insumos e alguns profissionais especializados.

Qualquer fator que seja importante para desempenhar devidamente a sua proposta de trabalho precisa estar listada nessa área.

7. Principais atividades

A identificação das principais atividades requer que você identifique o que é preciso ser feito dentro do seu negócio para poder, usando os seus recursos, produzir o valor a ser entregue para os seus clientes.

Sendo assim, foque internamente no que tem de ser feito para manter a empresa rodando e manter o público sempre satisfeito.

8. Alianças

Dificilmente um negócio sobrevive sem boas parcerias, e é nesse campo que elas serão apontadas. Podem ser fornecedores, instituições de classes, órgãos do governo ou qualquer outro grupo.

Cada modelo comercial e tipo de mercado requer contatos específicos. Essa área é dedicada à identificação deles.

9. Estrutura de custos

Para finalizar, nenhum plano de negócios pode ficar sem ter seus custos operacionais e tributários anotados. Faça então, nesse quadrante, a lista dos gastos que são necessários para manter a sua estrutura de pé.

Visualizando todas essas áreas de maneira objetiva, fica mais fácil entender como funciona o seu modelo comercial e fazer alterações e ajustes de maneira a torná-lo cada vez mais competitivo.

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