Cliente da WDC é destaque do jornal Valor Econômico.

Nesta semana (em 07/11) o jornal Valor Econômico publicou uma matéria sobre o avanço das prestadoras de acesso a banda larga e telecom. E como principal destaque da matéria apresentaram um de nossos cases de sucesso, Vicente Rocha da SumiCity, empresa carioca que atende pouco mais de 50 mil clientes com seus planos de internet banda-larga e telefonia. Confira o texto de Heloisa Magalhães.


Autor: Heloisa Magalhães | Originalmente em:  Jornal Valor Econômico de 07/11

Prestadoras de nicho avançam no país

A procura muito superior à oferta por acesso em banda larga e redes de telecomunicações corporativas vêm promovendo o rápido crescimento no país de novas prestadoras de serviços que – independentemente das grandes operadoras – responderam por uma receita líquida superior a R$ 4 bilhões, no ano passado.

Atuando em nichos, nesse universo estão empresas com perfis diferentes. Há as voltadas para o varejo, à oferta de banda larga fixa, ao telefone e à TV paga. Atendem o consumidor doméstico além de pequenas e médias empresas. Outras operam no atacado, oferecendo redes para grandes clientes corporativos e operadoras.

O faturamento dessas empresas foi estimado pela consultoria Teleco, que realizou um levantamento desse mercado. O trabalho foi em parceria Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), entidade que reúne muitos desses prestadores de serviços.

O levantamento mostra a participação de mercado dos provedoras que oferecem acesso de banda larga fixa residencial e corporativa em cidades pequenas e médias, fora dos grandes centros, onde as grandes operadoras não identificam atratividade.

Atuam onde estão 50% da população brasileira e a demanda cresce rapidamente. Até junho, essas empresas respondiam por 42,5% de participação de mercado no país entre as provedoras que não têm redes de alta velocidade. Em 2016, detinham 35,2% de fatia.

Os provedores regionais de acesso em banda larga fixa multiplicam-se em todo país. Mais recentemente, muitos cresceram no vácuo da Oi. A operadora, em recuperação judicial, mesmo com cobertura nacional (exceto São Paulo) restringiu investimento e a velocidade da modernização da tecnologia. Além disso, atendido pelo fornecedor regional, o consumidor tem o fornecedor mais perto e diálogo mais fácil.

Em paralelo ao universo das grandes operadoras estão as empresas que oferecem redes no atacado e cortam o país de norte a sul. Contam com um conjunto de redes ópticas com 250 mil quilômetros. O bloco equivale a metade das três operadoras verticalizadas (Vivo, América Móvil / Embratel / Net) e Oi), mas com semelhante abrangência geográfica, quanto ao número de Estados brasileiros atendidos, identificou o estudo da Teleco/TelComp.

Entre elas, com redes de abrangência geográfica ampla, estão a Wirelink, Samm, Algar, Vogel, BR Fibra, Eletronet, CenturyLink (comprou a Level 3) e a estatal Telebras. Operam com redes alternativas às das teles verticalizadas. Vendem capacidade. O faturamento desse nicho em 2016 foi estimado em R$ 1,8 bilhão, segundo o estudo.

Todo esse universo de prestadores de serviços em diferentes nichos é denominado no setor como empresas que fazem parte do Mercado de Telecomunicações Competitivas do Brasil (tradução livre do inglês).

A proposta da pesquisa, segundo o presidente da TelComp, João Moura, nasceu quando a entidade percebeu que de uma maneira geral só são conhecidas as grandes operadoras e algumas poucas regionais.

Ele destaca que não havia informações que mostrassem a abrangência e contínua expansão das empresas que foram alvo do estudo. Mas lembra que há investidores atentos. Muitas das competitivas chamam a atenção de potenciais interessados e têm como investidores fundos nacionais e internacionais de capital de risco e private equity.

“A Abrint [Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações] divulga que são cerca de 3 mil provedores [de internet] atuando no país. A pesquisa feita pela Teleco listou 2 mil”, informa Moura.

Ele destaca que “este pequeno provedor não vive sozinho; precisa se conectar com os demais. A ideia [do levantamento] foi mostrar todo o ecossistema”, diz Moura.

Tude, da Teleco, informa que, entre os provedores regionais residenciais e para pequenas empresas há de tudo: aqueles com 100 clientes até os com mais de 100 mil. A receita líquida das 2 mil empresas identificadas pela Teleco foi estimada pela consultoria em R$ 2,1 bilhões, em 2016.

Para o consultor, a fragmentação geográfica pode ser substituída por futuras consolidações, por meio de fusões e aquisições, como vem ocorrendo neste mercado nos Estados Unidos e em outros países. Aqui, esse movimento se deu entre provedores de TV a cabo com os serviços em larga escala hoje concentrados em grandes grupos.

No primeiro semestre, os provedores regionais – incluindo nesse universo Algar, Sercomtel, TIM (por meio da rede fixa) e Sky – foram responsáveis por 78,1% das novas adições líquidas de banda larga fixa. Dados de setembro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que os acessos oferecidos pelos provedores regionais (sem as quatro citadas acima) cresceram 39,33% este ano, totalizando 3,8 milhões de acessos.

Segundo Tude, há um total de 6,2 mil provedores no país com autorização para prestar o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Mas apenas 2,7 mil provedores ativamente reportam dados de clientes à Anatel. Já as competitivas, segundo o estudo Teleco/TelComp, respondem por 18% da receita líquida de SCM no país. Vivo, América Móvil e Oi são responsáveis pelos restantes 82%.

A velocidade do acesso ainda é incipiente entre as competitivas. Apenas 16,2% nos oferecem acessos em velocidades superiores a 12 megabits por segundo (Mbps); 42,7% entre 2 a 12 Mbps; e 41,1% em até 2 Mbps.

No mercado de prestadoras voltadas para atender clientes corporativos e governo, o estudo identificou cerca de 100 empresas com esse perfil. Elas construíram e/ou compraram empresas ou redes de outros provedores. Já as com foco apenas no atacado são mais de 50. Há ainda aquelas voltadas para conexão internacional. Operam com cabos submarinos e também vendem acesso (a “backbone” – rede de transporte) de internet no exterior para grandes empresas ou as próprias operadoras.

A receita de R$ 4 bilhões das competitivas é crescente e mostra uma tendência. Tude lembra que são empresas de nicho, diferentemente das quatro verticalizadas – Vivo, Oi, América Móvil e TIM -, que registram R$ 120 bilhões de receita líquida, em 2016.

 

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