Pesquisa de Mercado com ISP’s revela potencial do FTTH no Brasil para entrega de ultra banda larga

Baseado no interesse crescente de provedores regionais pela tecnologia FTTH (Fiber To The Home) nos últimos 2 anos, a WDC Networks desenvolveu uma pesquisa com os provedores que adotaram em suas redes de forma parcial a tecnologia e conseguiu extrair alguns números expressivos desse mercado.

Apesar da pesquisa não conseguir coletar toda a base dos 1300 provedores que compram anualmente da empresa, os resultados são interessantes, pois essa amostra de respostas pode traduzir uma tendência do segmento.

Não faz parte dessa pesquisa nenhuma das operadoras de telecomunicações, apenas os ISP’s regionais, que operam via licenças SCM.

Desenvolvemos algumas perguntas que foram enviadas a mais de 600 empresas que participam de grupos de discussão da tecnologia, capitaneados por um dos provedores, chamado Conectlan, que desde já agradecemos a colaboração.

Pergunta:  Qual perfil da sua rede em relação a tecnologia FTTH?

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Análise: Como a amostra se baseou em provedores que estavam em grupos de discussão da tecnologia, é de se esperar que mais de 85% deles já usassem FTTH nas suas redes, mas o interessante é que GPON se tornou a opção dominante em 2015, e muitos que haviam começado com GEPON estão aderindo a GPON para crescimento.

Pergunta: Qual porcentagem dos assinantes já migrou pra FTTH?

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A migração ainda não é uniforme na base de ISP’s, até por que  existem empresas implantando recentemente as redes, mas percebe-se que existe 17% deles com mais de 50% dos assinantes em ultra banda-larga.

O alto investimento na construção da rede física, o custo de aluguel de postes pelas empresas de energia, a alta do dólar, que encarece os equipamentos, e falta de financiamento de longo prazo com taxas de juros baixa faz com que a migração seja mais lenta que o desejado pelos proprietários dos provedores.

Para tentar identificar as marcas de produtos mais usadas nas ONU’s de assinantes, fizemos a pergunta de quantas de cada modelo GEPON e GPON estavam atualmente instalados, e os resultados foram:

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Percebe-se claramente que a marca Fiberhome, introduzida ha 4 anos no Brasil pela WDC Networks tem dominado a preferência das instalações nos provedores regionais, mas temos que ressaltar que infelizmente não tivemos respostas de todos os pesquisados, e os dados mostram que a base de OLT’s pesquisada é de mais de 155 instalações, o que representa entre 25% a 30% do estimado de redes compradas, mas nem todas ainda operando.

Pergunta: Qual o modelo preferido de ONU pra expansão em 2016?

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Analisando esse gráfico percebemos que existe uma leve preferencia por ONU’s básicas, de apenas uma porta Gigabit, mas que o cenário é misto, pois temos provedores preferindo entregar ao assinante opções com portas de telefone e até com Wi-Fi internos. Mas a expansão com certeza será de quase 85% na tecnologia GPON, que consegue trafegar 2,5 Gbps por porta na central.

Pergunta: Qual a perspectiva da sua empresa pra 2016?

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Essa foi uma das constatações mais surpreendentes de toda a pesquisa, em função da crise que o Brasil vem passando desde 2015 e que se mostra como uma recessão forte para 2016.

O resultado vem corroborar aquilo que a WDC vem falando, desde que fez a Expedição WDC/Abranet em 2011: Internet Banda Larga é um “gênero de primeira necessidade”.

Existe no Brasil uma demanda ainda crescente por internet rápida, seja residencial ou corporativa, e que as redes cabeadas por tecnologia FTTH consegue atender.

CONCLUSÃO

Sabemos que todas as pesquisas dependem da boa vontade de cada um dos convidados responder, e agradecemos muito a disponibilidade de todos que participaram desse processo.

Independentemente, percebemos mais uma vez que os provedores regionais de internet, que somam mais 4000 licenças SCM no país, tem uma representatividade enorme na universalização do acesso internet, atendem uma demanda das classes C e D por qualidade e velocidade de banda larga e fazem um trabalho heroico de construir redes cada vez mais robustas e confiáveis para levar desenvolvimento regional para as 5600 cidades do país.

A WDC Networks fica sempre contente por ter acreditado nessa tecnologia há mais de 4 anos, e ter investido para viabilizar aos provedores a possibilidade de acesso a essa tecnologia, que ao redor do mundo está mais concentrada nas grandes operadoras, mas que na realidade brasileira tem se destacado nos pequenos e médios provedores.

Obrigado

Vanderlei Rigatieri Jr

Presidente

WDC Networks

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