Por que devo investir em uma infraestrutura de Cibersegurança?


Já faz algum tempo que o assunto cibersegurança não está presente apenas em círculos de programadores e especialistas no assunto. O avanço da era digital trouxe a internet para cada canto de nossas vidas e isso revolucionou a forma como vivemos. Entretanto, com a rede vieram novos riscos e, consequentemente, a necessidade de se proteger contra eles.

Acontece que no ambiente empresarial essa demanda é ainda maior. Afinal, as empresas lidam com grandes volumes de dados o tempo todo, e a segurança da informação é fundamental para manter a integridade dos negócios. Por isso, mostraremos aqui tudo o que você precisa saber para entender por que deve investir em uma infraestrutura de cibersegurança. Confira!

O impacto de um ciberataque

Em primeiro lugar, é necessário entender o real impacto causado por um ciberataque. Não estamos falando de um simples vírus que deixa uma conexão mais lenta ou computadores com desempenho ruim — o que já representaria um grande problema para empresas. Vejamos alguns dos casos recentes e os prejuízos causados.

Em maio de 2017, o WannaCrypt (ou WannaCry) estampou as manchetes dos jornais. O ransomware, que é um tipo de programa desenvolvido para sequestrar dados, infectou centenas de milhares de computadores ao redor do mundo. Ele atingiu diversas grandes empresas, que decidiram desconectar seus servidores até encontrar uma solução.

O WannaCrypt é um código que, ao invadir um sistema, criptografa seus arquivos, impedindo o acesso a eles. Para devolvê-los, o programa pede um depósito em bitcoins, a moeda digital, no valor equivalente a 300 dólares. A promessa é que, com o valor pago, o código para descriptografar será entregue. É claro que aceitar o acordo e negociar com criminosos é sempre uma péssima ideia.

O diferencial do WannaCrypt é que ele utilizava uma falha do Windows para infectar automaticamente todos os outros computadores que estivessem na rede do PC atingido inicialmente. No caso de empresas, são quase todos — incluindo os servidores, bancos de dados e backups; sobre esses últimos, falaremos mais à frente.

Já imaginou ter todos os dados digitais de sua empresa comprometidos — ou pior, na mão de criminosos —, devido a uma falha de segurança?

Esse é um cenário inaceitável para qualquer companhia. Por isso, é preciso implementar formas de reduzir esse risco.

Como se proteger?

Lembra que dissemos que o WannaCrypt utilizava uma falha do Windows para alcançar computadores ligados à mesma rede do primeiro infectado? Se você se perguntou, “mas por que a Microsoft não fez nada quanto a isso?”, saiba que, na verdade, ela fez.

A Microsoft, assim como outras grandes empresas, trabalha constantemente para melhorar seu sistema. Tanto que, em março, ela informou em seu boletim sobre a nova atualização disponível para corrigir alguns bugs e, posteriormente, fez duras críticas a empresas e governos que não mantêm seus sistemas atualizados a fim de minimizar os riscos.

Esse é, sem dúvidas, o primeiro passo para garantir um nível mínimo de proteção em sua rede: manter plataformas, antivírus, firewalls e softwares de segurança em geral sempre atualizados. Essas são as barreiras básicas de segurança da informação e qualquer empresa que aplique um mínimo de confidencialidade em seus dados deve dar atenção a elas.

Além disso, é essencial utilizar um antivírus profissional, de preferência desenvolvido especificamente para empresas. O perfil de usuário, além da quantidade de pessoas, expõe o ambiente digital a diferentes riscos que devem ser minimizados.

Entretanto, isso não é o suficiente. Falaremos a seguir sobre ações específicas que você deve tomar para proteger sua empresa.

Ações de cibersegurança

Assim como em qualquer decisão tomada a nível empresarial, ações de cibersegurança precisam ser estruturadas em torno de uma política eficiente. Por isso, o processo deve começar pelo planejamento dessa política de segurança. Os itens que citaremos aqui devem ser considerados em sua elaboração.

Backups independentes dos dados

Como explicamos, o WannaCrypt afeta toda a rede que estiver conectada ao computador infectado. Se seus dados são sequestrados, a forma mais segura de agir é acessando suas cópias no backup e restaurando o sistema como um todo.

Acontece que muitas companhias, ao criarem seu sistema de backups, os mantêm conectados à rede principal da empresa. Esse é um erro gravíssimo! Backups devem ser sempre independentes e atualizados periodicamente, com a rede desconectada da internet.

Caso contrário, eles podem ser acessados pelo mesmo vírus, malware ou ransomware que afetou a rede e passam a não servir para nada.

Uso de criptografia

Outra maneira interessante de proteger seus dados é criptografando-os. Para que outros programas não os identifiquem, sua empresa deve colocar ela mesma um código sobre os arquivos. Pode parecer complicado, mas é uma ação simples.

Alguns softwares oferecem a função de criptografar automaticamente arquivos que são enviados por e-mail, extraídos por pendrives, etc. Ao tentar acessá-los de outro computador, o usuário só será autorizado se possuir o mesmo software com o código configurado naquela máquina.

Política de níveis de acesso

Por incrível que pareça, a forma mais utilizada para abrir brechas em sistemas ainda é a engenharia social. Crackers costumam infectar dispositivos pessoais de funcionários de empresas na expectativa de que eles, sem saber, levem o código para a rede da companhia.

Uma forma de evitar esse risco é designando níveis de acesso para os funcionários, seja fisicamente ou no mundo digital. Portas de acesso via identificação, por exemplo, podem delimitar as áreas dos servidores e equipamentos mais delicados. Na rede da empresa, todo funcionário deve possuir um login próprio com níveis de acesso delimitados.

Afinal, não há motivo para que um profissional tenha acesso a arquivos de que ele não precisa para desenvolver seu trabalho. Uma política de compliance também é bastante eficiente para evitar que funcionários divulguem informações confidenciais fora da empresa. Lembre-se de treiná-los e mantê-los conscientizados sobre os riscos!

Atenção aos hardwares

Não menos importante do que ações voltadas ao ambiente digital são precauções quanto aos ativos físicos da empresa. Notebooks e outros dispositivos que são constantemente levados para casa pelos usuários, por exemplo, devem ter sistemas de segurança próprios. Senha para acesso e criptografia são ações básicas nesse sentido.

Quanto aos servidores da empresa, é preciso ter em mente que ciberataques não são os únicos fatores que geram riscos a eles. A própria infraestrutura do negócio deve ser adaptada para atender às necessidades de temperatura e umidade, por exemplo.

O ambiente deve ser bem controlado e protegido contra ameaças naturais. Raios, incêndios e inundações causam danos com uma frequência maior do que se imagina.

A segurança da informação deve ser pensada em todos os níveis, do físico ao digital, dentro e fora da empresa. Faça uma análise em sua companhia e veja se ela apresenta níveis adequados de cibersegurança. Pode ser a hora de tomar ações para melhorá-los!

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